Concertos



ECOS 2026ECOS entre as SERRAS - 3.ª edição
Ciclo de Música da Freita ao Montemuro 

Concerto no Mosteiro de Arouca | 10 de Maio 2026

P R O G R A M A

1.º Momento | Claustro
Wolfgang Amadeo Mozart (1756-1791)
Divertimento em Ré M KV 136 (1772)
Allegro
Andante
Presto

2.º Momento | Biblioteca D. Domingos de Pinho Brandão
Ludwig van Beethoven (1770-1827)
Concerto para piano e orquestra nº2 op.19 em Si b M (1801)
Allegro con brio
Adagio
Rondo . Allegro molto
[versão para piano e quinteto de cordas de Ignaz Lachner]

Jun Bouterey-Ishido, Piano

Matilde Loureiro, Violino I
Pedro Oliveira, Violino II
Rita Carreiras, Viola
Tiago Mendes, Violoncelo
João Gonçalves, Contrabaixo
[Solistas da Sinfonietta de Braga]


Na tarde deste domingo, serão escutadas duas obras de Mozart e Beethoven, compositores de referência do classicismo vienense.
Na tradição austríaca até ao tempo de Mozart, o divertimento era um género musical para pequenos conjuntos, no qual cada instrumento seguia uma linha musical própria, próximo daquilo a que hoje designamos música de câmara.
A sua origem remonta à França do século XVII, onde os divertimentos eram tocados entre atos de bailados ou óperas cómicas para divertir os espectadores. Esse carácter ligeiro manteve-se ao longo do tempo: em Salzburgo, cidade natal de Mozart, no século XVIII, o divertimento conserva essa função de entretenimento, em oposição às serenadas, destinadas a ocasiões mais solenes.
O concerto para piano e orquestra em Si bemol maior de Beethoven nasce da mesma tradição musical. Tem um espírito semelhante ao do divertimento, revelando diversos traços cómicos e de um humor tenaz. É uma obra de juventude do compositor (Beethoven trabalhou-a durante mais de uma década, publicando-a quando tinha 30 anos), e nela é audível a influência da música de Mozart, compositor que Beethoven muito admirava.


Jun Bouterey-Ishido
é natural de Christchurch, na Nova Zelândia, onde se licenciou e, mais recentemente, se doutorou com uma tese em música contemporânea na Universidade de Canterbury. Estudou também em Budapeste, em Estugarda e na Basileia, tendo completado um dos mais altos graus académicos em piano com distinção, e tendo sido orientado por Péter Nagy, Rita Wagner, Edith Fischer e Ferenc Rados. Recebeu numerosos prémios, tanto na Nova Zelândia como na Europa, nomeadamente no concurso internacional Maj Lind na Finlândia. A solo e música de câmara, tocou em salas e festivais por quatro continentes. Atualmente, leciona no Conservatório de Música de Bragança.

Fundada em 2006 e reestruturada em 2016, a Sinfonietta de Braga dedica-se à missão de potenciar carreiras musicais, formar públicos e dinamizar a oferta cultural na região de Braga. Cultivando um portefólio artístico focado na qualidade e diversidade musical, a Sinfonietta afirma-se hoje como um dos principais pilares da cultura na região, contando com o apoio dos Municípios de Braga, Esposende, e Monção, e ainda o Apoio Sustentado da DGArtes desde 2023. Além da sua programação própria, centrada nos projetos Falando de Música, Festival Arcada e Re:Opera, a Sinfonietta colabora com diversas iniciativas e instituições, participando em festivais e ciclos culturais como o Ciclo Contraponto, no Theatro Circo, a Semana Santa de Braga, a Viagem de Inverno/Braga é Natal e a Braga Barroca.