Conferências de Arouca

outubro2016Diálogo(s) com música: entre o popular e o erudito

O propósito da conferência é dar a conhecer a influência da música popular na composição de algumas obras eruditas de compositores portugueses contemporâneos, casos de Joly Braga Santos, Luís de Freitas Branco, Fernando Lopes Graça e José Vianna da Motta, e o trabalho, neste âmbito, do Prof. Fernando Valente, baseado na polifonia vocal tradicional da região de Arouca.
 
A conferência tem também a colaboração do “Grupo de Cantares do Conjunto Etnográfico de Moldes” que irá interpretar algumas melodias do riquíssimo património musical de Arouca, do qual se destacam os velhos Cramóis (canto a três vozes).
 
 
Fernando Valente (Moldes, 1952)
 
Diplomou-se em Composição no Conservatório de Música do Porto.
 
É professor de Análise e Técnicas de Composição no referido Conservatório. Tem exercido outras funções no âmbito da instituição escolar a que pertence, entre as quais as de Presidente da Assembleia de Escola, Presidente do Conselho Pedagógico, Coordenador de Departamento e membro do Conselho Geral.
 
Foi professor dos III, IV e V Curso Nacional de Música Litúrgica promovidos pelo Secretariado Nacional de Liturgia. Dirigiu o Coro da Universidade Portucalense Infante D. Henrique de 1987 a 2002. Foi membro do Coro da Sé Catedral do Porto, que acompanhou ao órgão durante alguns anos, dirigiu em alguns concertos e fez parte da sua Direcção Artística. Tem colaborado num grande número de iniciativas culturais.
 
Como compositor, tem obras escritas para instrumentos solistas (piano, órgão, guitarra, flauta…) e para grupos de câmara e orquestra. Além disso, dando algum privilégio à voz, tem composto obras para canto e piano, para coro e piano/órgão/metais/orquestra ou outros conjuntos instrumentais, assim como um grande número de obras de música profana e sacra para coro misto a capella. As suas obras têm sido executadas, impressas e gravadas com regularidade. Tem contribuído para a preservação do legado musical português, especialmente de Arouca, através de arranjos de melodias que se encontram por exemplo no CD “Despiques” (Coro de Câmara de S. João da Madeira), “Canções de Arouca” (Coro Mille Voci) “Um Natal Português” (Coro da Sé do Porto, soprano e orquestra).

Da sua produção recente como compositor, destacam-se:
 
  • Quarteto de cordas, encomenda da Câmara de Matosinhos, com estreia prevista para o próximo ano.
  • Obra para orquestra, encomenda do Santuário de Fátima, com estreia no final deste ano.
  • “Sonata Fracta-Freita” para violino e piano, a ser apresentada em versão integral no próximo ano.
  • Passos perdidos/Não há bons ventos… (Séneca), obra para piano a 4 mãos.
  • Octómanos, para piano a 8 mãos.
  • Daqui e do mar, conjunto de obras para coro infantil e piano sobre poemas de Nuno Higino.
  • Algumas obras para coro a duas e três vozes com acompanhamento instrumental sobre poemas de outros autores, usados normalmente no ensino de Português.
  • Obras didácticas para canto e piano tendo como destinatários alunos do 2º e 3º ciclos do curso de música.
  • Obras para guitarra solo, duo de guitarras, guitarra e flauta. Duas peças fazem parte de um conjunto de obras para guitarra editadas pelo Conservatório de Música do Porto, certamente a primeira edição de obras musicais da sua longa história de cem anos (1917-2017).
  • Melodias de Arouca para coro misto e piano/harpa, em fase de gravação para edição em CD. Versão para coro de vozes iguais e piano.
  • Adveniat, tríptico para órgão.
  • Música para “Sete quadros de Job” (trombone), tendo como referência desenhos de José Rodrigues.
  • Algumas obras para canto e piano sobre poemas de Florbela Espanca.
  • Colaboração regular como compositor na revista Libellus Usualis.
 
Ivo Brandão (Arouca, 1980)
 
Licenciado em música (Teoria, Direcção e Formação Musical) pela Universidade de Aveiro (2013) e em Comunicação Social pela Escola Superior de Jornalismo (2002). Actualmente frequenta o Mestrado em Ensino da Música, na Universidade Católica.

É director musical do Orfeão de Arouca e participa regularmente na actividade de vários agrupamentos, designadamente o Coro Casa da Música, o Vocal Ensemble, a Capella Musical Fundação Cupertino de Miranda e a Orquestra do Norte, como músico convidado.

A partir de Outubro de 2016, iniciará uma colaboração com o Serviço Educativo da Casa da Música, em actividades formativas com vista à formação do Coro Infantil daquela instituição. No âmbito da comunicação, tem exercido actividades de assessoria na Câmara Municipal de Arouca e na Agência de Desenvolvimento Regional do Entre Douro e Vouga.


Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais

Fundado em 1945 após um importante trabalho de recolha.

É uma associação cultural que tem por objetivos primordiais a recolha, estudo, conservação e divulgação da etnografia e do folclore do concelho de Arouca.

É um dos grupos fundadores da Federação de Folclore Português, sócio da Fundação INATEL, da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia e encontra-se inscrito no RNAJ (Registo Nacional das Associações Juvenis).
 
É proprietário das revistas Rurália e Cultura Popular.
 
Realiza, anualmente, o Festival Internacional de Folclore de Arouca e o Encontro de Vozes dedicado ao canto popular polifónico.

O grupo divulga, também, a polifonia vocal tradicional da região de Arouca, salientando-se os velhos Cramóis (canto a três vozes) que são um verdadeiro tesouro cultural, tendo editado um CD exclusivo de corais tradicionais de nome “Cantas e Cramóis”.

Em 2015, lançou o CD “A Serra a Cantar e a Dançar”, uma edição comemorativa dos 70 anos do grupo, onde compila algumas das danças e corais que fazem parte do reportório do grupo.

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Referências nos Media:
Diálogo(s) com música: entre o popular e o erudito (Blogue Do meu Mirante)

Registo fotográfico | Registos vídeo: "Adeus ó ria d'Abeiro" e "Ó cabo, leira ó Cabo" pelo Grupo de Cantares do Conjunto Etnográfico de Moldes