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Na Conferência de 22 de outubro passado, com o tema “Diálogo(s) com música: entre o popular e o erudito”, ouviu-se e falou-se de música.

Contamos com presença dos oradores Fernando Valente e Ivo Brandão, do moderador Adriano Pinto e a colaboração do Grupo de Cantares do Conjunto Etnográfico de Moldes.

Recorrendo à escuta de alguns excertos, Ivo Brandão procurou demonstrar a influência da música popular na composição de algumas obras eruditas de compositores portugueses contemporâneos, casos de Joly Braga Santos, Luís de Freitas Branco, Fernando Lopes Graça e José Vianna da Motta. Apresentou ainda alguns exemplos de como alguns artistas da música popular incorporaram arranjos para instrumentos eruditos nas suas composições, casos da Ronda dos Quatro Caminhos, de António Zambujo e do Orfeão de Arouca. 

As canções tradicionais do Cancioneiro de Arouca refletem, do ponto de vista sociológico, os diferentes momentos da vida das Comunidades Arouquenses. Tendo em conta a qualidade musical, muitas das suas melodias têm sido tratadas de uma forma mais erudita, transformando-se na base de novas composições para coro a várias vozes e algumas com acompanhamento instrumental, nomeadamente por Fernando Valente.

O compositor fez algumas considerações sobre qual a melhor designação: música popular ou música tradicional? Falou ainda sobre a utilização musical das melodias tradicionais nos dias de hoje, dando alguns exemplos de arranjo e composição a partir de melodias de Arouca. Por fim propôs algumas ideias sobre a divulgação da nossa música tradicional junto dos mais novos, sendo fundamental a sua divulgação junto das escolas, e algumas ideias que se possam vir a concretizar em projetos interessantes, a médio e longo prazo.

O Grupo de Cantares do Conjunto Etnográfico de Moldes, divulgador da polifonia vocal tradicional da região de Arouca, interpretou, brilhantemente, algumas Cantas (canto a duas vozes).

Registo fotográfico  | Registos vídeo de duas Cantas: "Adeus ó ria d'Abeiro" e "Ó cabo, leira ó cabo"