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A realidade dos refugiados, um drama humanitário e um exigente desafio político do nosso tempo, terá acolhimento na próxima sessão das “Conferências de Arouca”. Refugiados: e se fosse comigo? é o título da conferência, que terá lugar dia 21 de julho, às 17h, no auditório da Loja Interativa de Turismo de Arouca.

Nunca houve tantas pessoas forçadas a deslocar-se como resultado de conflito, perseguição, opressão ou violência. Eram 68,5 milhões no final de 2017, de acordo com dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR): 40 milhões de deslocados internos, mais de 3 milhões de candidatos a asilo e quase 25,4 milhões de refugiados, mais de metade crianças; cerca de 85% encontram abrigo em países menos desenvolvidos, geralmente no seu próprio país ou num país vizinho, realidade que representa um grande constrangimento (e uma demonstração de solidariedade) nessas regiões. Nos países mais desenvolvidos, porém, na Europa e não só, vêem-se confrontados com o agravamento de tensões provocadas pelos fluxos de refugiados (e de migrantes), onde as manifestas divisões dificultam a adoção de soluções robustas, que envolvam maior cooperação internacional e partilha de responsabilidades.

Teresa Tito de Morais será a oradora convidada para nos ajudar a compreender melhor este mundo, onde a cada dois segundos uma pessoa é desenraízada à força, e a olhar para a história que cada uma carrega consigo e não apenas para os números. Presidente do Conselho Português para os Refugiados (CPR), Organização não Governamental para o Desenvolvimento, que ajudou a fundar em 1991 e que representa o ACNUR em Portugal, Teresa Tito de Morais é ativista pelos Direitos Humanos e dos Refugiados e pela criação de mecanismos sólidos e facilitadores do acolhimento e integração em Portugal, com um percurso amplamente reconhecido dedicado à causa.

Para entender e fazer parte da solução, dir-nos-á, é essencial colocarmo-nos na pele dos refugiados e das comunidades que os acolhem. Perceber quem são, quais as causas que os levam a abandonar a sua terra e a enfrentar as adversidades da jornada até aos locais de destino, as expectativas e dificuldades em recomeçar as suas vidas, e a diferença que fazem as pessoas que encontram no caminho; gente que escolhe integrar em vez de rejeitar, que troca desamparo por esperança, que ajuda a construir um novo futuro. E se fosse consigo?

Não se deixe ficar de fora. Faça parte desta reflexão!

Mais informações, sobre a conferencista e os tópicos da sua intervenção, aqui.