Notas de Imprensa



Aristocracia e Mosteiros na Idade Média

Arouca tem vindo a constituir, no exterior e nos últimos anos, um território de referência por todos os que têm curiosidade por conhecer novas dinâmicas de progresso e de desenvolvimento. Se para os de fora é curiosidade, para os arouquenses deve ser preocupação e empenhamento, porque para eles isso constitui a principal razão do seu bem-estar. Não estamos, no entanto, satisfeitos, nem pretendemos permanecer inativos porque, tão importante como a vivência do presente, é a capacidade que conseguirmos mobilizar para desenhar e construir o futuro.

Não há, no entanto, boa construção que se desenvolva ignorando as bases em que assenta, isto é, as suas fundações. Estas possuem cambiantes múltiplas, mas, sem dúvida, que uma das mais estruturantes é constituída pelo nosso passado, que sabemos ter feito história ao longo dos séculos, sendo particularmente relevante o que se passou na Idade Média.

E o que se passou na Idade Média foi especialmente determinado pela existência do Mosteiro e a forma como se desenvolveu, se relacionou com outros territórios, com outras gentes e com as nossas gentes. Se não formos capazes de compreender essa dinâmica dificilmente estaremos habilitados a sermos responsáveis pelo nosso futuro.

No próximo sábado, dia 18, às 17,00 horas, na Sala da Biblioteca D. Domingos de Pinho Brandão teremos, para nos ajudar a pensar estas questões, o Professor da Faculdade de Letras do Porto, o Doutor José Augusto Sotto Mayor Pizarro. A sua intervenção terá como mote «Aristocracia e Mosteiros na Idade Média. “Arouca” entre os vales do Tâmega e do Douro»

Ora, sabemos que a grande maioria das futuras monjas, que se recolhiam no Mosteiro de Arouca, eram originárias da mais alta aristocracia e que com a sua vinda traziam os bens que possuíam e o seu poder de influência. O conferencista ajudar-nos- á a compreender o impacto desta característica sobre o desenvolvimento do território de Arouca, permitindo julgar melhor um fenómeno da maior importância para entender a organização social do espaço nortenho, e no qual o mosteiro de Arouca se assumiu como um expoente verdadeiramente notável.

Ao compreendermos melhor o passado estaremos, também, em melhores condições para compreender o presente e as condições do seu desenvolvimento no futuro.